Pensando os desdobramentos da diáspora negra na América Quanto mais aprendemos sobre a Revolução Haitiana mais nítido é como o racismo atuou na História e que a intenção daqueles escravizados de se libertarem nunca seria perdoada. Também pudera, negros e negras quebraram uma roda que alimentou economicamente todo o Ocidente no século XVIII. Em toda... Continuar Lendo →
DO SONHO DE LIBERDADE PRA FORCA
Em uma tarde de 09 de dezembro de uma quarta-feira ensolarada no ano de 1835, o cortejo passava pelas ruas da Vila de São Carlos, atualmente a metrópole campineira. Muitas pessoas nas ruas, homens, mulheres e crianças ansiosos para ver a punição daquele que seria o símbolo de toda uma revolução que aconteceria anos afinco.... Continuar Lendo →
Interseccionalidade: Definição, história e prática¹
Interseccionalidade tem sido um tema comum no ativismo, na escrita e na teoria feministas dos últimos anos, até se tornou um termo da moda. Ainda assim, há muita confusão sobre o que interseccionalidade realmente significa e, consequentemente, como deveria se manifestar no movimento feminista. Essa confusão resultou em certa revolta, que afirma que a interseccionalidade... Continuar Lendo →
As diferenças e similitudes entre as autoras Paiva e Mattos quanto aos termos: pardo, crioulo, preto e “cores silenciadas”
É sabido que a vida social é experienciada a partir de classificações dos indivíduos que são pautadas nas características físicas e reforçam estigmas e preconceitos e, sobretudo, diferenciam hierarquicamente a existência das categorias “eu” e “outro” no plano simbólico. Essas classificações são atribuídas por grupos dominantes e, no caso dos contextos coloniais do sistema... Continuar Lendo →
IMPERADOR OU DEUS?
“Quero andar na rua mais tranquila da Etiópia” Hélio Bentes no clássico da banda carioca de reague Ponto de Equilíbrio, fala sobre andar na rua mais antiga ou tranquila da Etiópia. Pode ser uma maneira poética de enxergar o único pais a não ser colonizado na África – uma espécie de Wakanda realista, só que... Continuar Lendo →
E se fôssemos ao menos cachorros?
Em 2018 o general Braga Netto falou que o Rio de Janeiro era o laboratório do Brasil. Hoje acordei pensando sobre isso e os últimos dez dias naquela que já foi chamada cidade maravilhosa. Nos últimos dez dias a PM do governador Wilson Witzel (PSC) matou 45 pessoas no Rio de Janeiro. 13 destas... Continuar Lendo →
Maju na bancada do JN: comemoração ou atraso escancarado?
Maria Júlia Coutinho Portes, mulher negra, filha de pais militantes do movimento negro sempre conviveu com o racismo em sua vida. Entretanto hoje é uma das jornalistas mais bem sucedidas do Brasil. “Maju” se formou na faculdade Cásper Líbero. Começou sua carreira na TV Cultura no ano de 2005. Em 2007 iniciou sua trajetória na... Continuar Lendo →
Não Feminilidade não me faz menos mulher.
Uma vez me perguntaram se eu já tinha parado para pensar sobre a minha feminilidade, se eu estava escondendo ou bloqueando isso por algum motivo. Me incomodei e não soube responder, na época eu nem sabia muito sobre o assunto. De acordo com o dicionário, o significado de feminilidade é: 1. Característica, particularidade ou estado... Continuar Lendo →
Origem vital
(Por Ellen Telácio) Muitos dizem que a vida surgiu de uma partícula de poeira, outros que a vida surgiu do barro e outros mais que a vida nada mais foi que deixas primitivas: primatas/ hominídeos/ homosapiens. Na realidade nada mais é do que uma questão de ponto de vista, estudos ou fé. Fé. Calma aí... Continuar Lendo →
Ser um corpo racializado em espaços de branquitude
(Escrito por Inayê Ramires) Antes de tudo, preciso pontuar que esse texto é, mais que qualquer outra coisa, um desabafo. (E será construído principalmente a partir da minha perspectiva: a vivência de uma pessoa miscigenada, queer*, que cresceu em um lar de classe média). Nasci e me criei em uma família bastante embranquecida. Digo embranquecida... Continuar Lendo →
